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Análise político-estratégica da viagem de “El Paisa” das FARC a Cuba

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      Conflicto colombiano, geopolítica y defensa nacional 

      Tradução: Graça Salgueiro

     Evidentemente as FARC utilizaram nas negociações de paz uma metodologia estratégica e nada do que se faça lá deixa de obedecer ao seu Plano Estratégico. El Paisa chega à mesa de conversações em Cuba porque neste momento ele dirige grande parte do negócio da droga, as armas que estão entrando pelo Equador, para continuar se armando e para seguir enganando o país com a história da negociação de paz.

    El Paisa chega à mesa de conversações em Cuba porque desde o ponto de vista político, as FARC querem ratificar que eles fazem o que lhes dá na telha na mesa frente ao mutismo do governo colombiano, expressou de maneira clara e incisiva o coronel Luis Alberto Villamarín Pulido, no painel entrevista com o jornalista Jefferson Beltrán, do programa“La Noche” de NTN 24 e RCN televisão, dirigido pela jornalista Claudia Gurissati. 

    Do mesmo modo, o coronel Villamarín acrescentou:

    1. De outra parte, El Paisa viajou a Cuba para dar um informe completo das Milícias Bolivarianas das FARC, assentadas na área de influência de sua quadrilha.

    2. Além disso, El Paisa chegou a Cuba para se integrar aos demais cabeças e demonstrar ao mundo que não é certo que as FARC estejam divididas, que tenham fissuras ou que algumas Frentes esteja metidas no narco-tráfico e outras não.

    3. Em síntese, El Paisa está em Cuba porque é parte do Plano Estratégico das FARC, é parte do projeto revolucionário armado e é parte das permanentes imposições ao governo.

     4. Este fato ocorre dentro de um entorno político-estratégico. Em 23 de março não se assinou a paz em Cuba porque nesse momento havia proeminência entre Obama e os irmãos Castro, porque as FARC não iam se dobrar ante as imposições eleitorais dos Estados Unidos e o governo da Venezuela, sócia das FARC, necessita ressuscitar no âmbito político como porta-voz da paz com o ELN que atua em conchavo com as FARC.

    5. A Coluna Teófilo Forero não está dizimada, ao contrário, está se fortalecendo com o argumento da paz e da desmilitarização das zonas.

    6. A Coluna Teófilo Forero está se preparando para lançar novas ondas terroristas, no eventual caso de que as negociações de paz se rompam.

    7. Além disso, as FARC têm procurado ou provocaram a eventual ruptura do processo porque ultimamente precisamente a Coluna Teófilo Forero pôs franco-atiradores de seu grupo para assassinar soldados na zona de influência do bloco sul, do qual faz parte.

     8. Entre os atos terroristas encabeçados por El Paisa, que não foram nomeados nesta emissão de notícias, estão:

      a. Explosão de uma casa-bomba em Neiva e morte de humildes colombianos habitantes do empobrecido setor.

      b. Envenenamento de dois aquedutos de alguns municípios do sul de Huila, cujos habitantes foram rotulados de ser “auxiliadores dos para-militares”.

      c. Seqüestros de muitos idosos, crianças e mulheres durante a época do processo de paz no Caguán, os quais eram levados para lá, para que as famílias fossem suplicar a Mono Jojoy e Tirofijo que os libertassem mediante pagamentos de cifras astronômicas.

     d. Participação no assalto às tropas da Brigada Móvel 3 em El Billar e seqüestro de vários militares.

     e. Plano Pistola

     f. Assassinato do congressista David Turbay Cote e massacre de sua família e escoltas.

     g. Seqüestro e degolamento do governador do Caquetá.

     h. Assassinato de outro governador do Caquetá.

     i. Seqüestro dos três contratados norte-americanos.

      9. Enfrentar Roy Barreras com El Paisa na mesa não vai mudar a dinâmica impositiva das FARC, pois os terroristas levam “séculos de vantagem” sobre os negociadores de Santos que está sonhando com seu Prêmio Nobel da Paz.

    Assista a entrevista no vídeo abaixo:

    https://www.youtube.com/watch?v=3HDceCiyjz4