Análise político-estratégica dos onze meses de conversações em Havana
Examinados os fatos e avaliadas as 14 rodadas, saltam à vista preocupantes conclusões, tais como:
Colección de ensayos, artículos académicos y análisis profundos del Coronel Luis Alberto Villamarin Pulido.
Examinados os fatos e avaliadas as 14 rodadas, saltam à vista preocupantes conclusões, tais como:
Mediante um paciente trabalho de inteligência de combate, análise da área de operações, aproximação com a população civil, flexibilidade permanente de dispositivo tático, vontade vencer, ação psicológica simultânea e coordenada sobre as tropas, os camponeses e os terroristas, somadas à liderança, intuição e capacidade do coronel Hurtado Vallejo para interpretar as mudanças psicológicas e a realidade interna das quadrilhas dirigidas pelos irmãos Vásquez Castaño, o Exército Nacional conduziu uma das mais destacadas operações sustentadas de contra-guerrilhas na história universal.
Resulta mais grave que nem as Forças Militares se interessaram em escrever esta parte da história, a partir de desempoeirar os volumosos arquivos operacionais e de inteligência militar, nem se consultou os oficiais e sub-oficiais que participaram de milhares de operações (pequenas e grandes) contra o narco-terrorismo comunista, nem tampouco a direção política se preocupou em encaminhar um esforço acadêmico investigativo a respeito dessa realidade palpitante, mas ignorada.
Entretanto, a realidade é outra. A palhaçada de Havana é cada vez mais escorregadia entre suas mãos. Os capos do cartel das FARC sabem de antemão que eles não podem sair do Plano Estratégico, nem dos ditames políticos do Partido Comunista, seu órgão superior.
Como fazer para acreditar em um presidente que enganou a nove milhões de eleitores, que mente às Forças Militares e ao país com a mesma facilidade com que posa de cuecas em uma “casa presenteada a uma família pobre”, ou que utiliza a ministra de Relações Exteriores como sua governanta e moleca de recados pessoal na campanha internacional pró prêmio Nobel da Paz, ao tempo em que auto-elogioso afirma ter uma política internacional líder na região?
E em cada caso se encheu de auto-elogios. Qualquer pessoa com mediana capacidade intelectual capta a farsa e entende que esse discurso demagógico de “político torpe” em época de eleição, dirigido com propaganda permanente nos meios de comunicação (paga pelos contribuintes), é uma farsa e um enganoso cavalo de Tróia.
O extenso prontuário de Caliche o apresenta como um delinqüente de máxima importância nas FARC, com projeção para se converter em outro Mono Jojoy, pois por sua habilidade criminosa igualava, ou talvez superava em condições terroristas, a Fabián Ramírez ou El Paisa.
Guerra psicológica, vitória da mente sobre a espada, é o primeiro tomo de três módulos, dedicados a analisar com profundidade e minúcia político-estratégica, audazes e inteligentes manobras militares dentro e fora do campo de combate ocorridas ao longo da história da humanidade, mediante as quais se venceu o adversário com baixas humanas mínimas, ou leves perdas materiais.
http://www.luisvillamarin.com/luisvillamarin-tv/892-icomo-esta-la-seguridad-de-estados-unidos-despues-de-los-atentados-terroristas-en-boston.html
Em que pese nesta última semana Santos tenha dedicado esforços a louvar as tropas e a rotular de “inimigos do processo de paz”, de “gestores de propaganda negra”, de “dinossauros” e de “mentirosos” aos que com muita razão questionam que, por andar embelezado em sua re-eleição, Santos permitiu que as FARC o manipulem, circula pela rede e pelos comentários que se ouvem entre oficiais e sub-oficiais de grau de tenente-coronel para baixo, circula uma corrente de insatisfação, rechaço e dúvidas acerca da lealdade de Santos com os militares e do eventual êxito das negociações de paz em Cuba.
Porém, chegou a Semana Santa e os fatos que examinaremos nos itens seguintes demonstram que o embuste de paz de Enrique e Juan Manuel, pesarão mias para a história da Colômbia do que a debilidade de caráter e inaptidão funcional de Pastrana e sua equipe negociadora no Caguán, porque os irmãos Santos jogaram a sorte da Colômbia em um beco sem saída após a ambiciosa trilogia do Prêmio Nobel da Paz, a re-eleição presidencial e a Secretaria Geral da ONU, ou pelo menos duas das três.
A partir de 1980, como conseqüência da ação do “camarada” Argemiro da primeira frente no Guaviare, Jacobo Arenas e Tirofijo aceitaram a imersão das FARC no narco-tráfico, situação que foi aprovada na sétima conferência guerrilheira em 1982, ao determinar este escrito ilícito como eixo principal dos ingressos farianos, principalmente que “os extremos esquerdistas infantis” do M-19 já estavam dedicados a esse negócio no Caquetá.