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Por que Angelino Garzón elogia como “amigo da paz” o ditador cubano, patrocinador do narco-terrorismo contra a Colômbia?

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    Tradução: Graça Salgueiro 

    À evidente deslealdade de Juan Manuel Santos com mais de nove milhões de incautos que equivocados votaram em suas promessas eleitoreiras, e à sua atitude traiçoeira e inamistosa com as Forças Militares e da Polícia que o catapultaram à Presidência desde o imerecido cargo de Ministro da Defesa, somou-se a preferência de sua loquaz fórmula vice-presidencial, o camarada Angelino Garzón, saído da direção sindical do Partido Comunista, o mesmíssimo movimento político que com artimanhas de dupla moral apadrinha as FARC.
 
      É inaceitável que este personagem mal falado e de escassa aparência da alta dignidade que representa, vá a Cuba falar em nome de todos os colombianos e, além disso, enaltecer seu idolatrado“companheiro”, um ancião terrorista e assassino como é Fidel Castro, com o conto chinês de que é um “amigo da paz na Colômbia”, quando todo mundo sabe que os fatos históricos demonstram o contrário.
 
     O camarada Angelino esquece que o ditador cubano treinou em Cuba e fundou na ilha o grupo terrorista ELN, encabeçado pelos irmãos Vásquez Castaño e que, quando o Exército colombiano destruiu quase todas as estruturas do ELN em Anorí, Antioquia, em 1973, o bandido Fabio Vásquez Castaño foi viver em Cuba, onde Fidel o encarregou de treinar terroristas da Guatemala, El Salvador, Peru, Argentina, Uruguai, Espanha, Itália, Nicarágua, Chile e Brasil.
     Também esquece o camarada Angelino, que a ditadura castrista treinou muitos terroristas do M-19 para que assassinassem a democracia e a vida em primavera na Colômbia na década dos oitenta e que, inclusive, seu governo tirano servia de ponte para que o cartel de Medellín, o M-19 e as FARC passassem coca para as Bahamas, com destino final as ruas de Manhattan, Boston, Chicago, Miami, Houston, Los Angeles, etc.
 
 
 
 
 
 
      Por outro lado, o camarada Angelino esquece que o ELN nunca fechou seus escritórios em Havana, nem renunciou ao apadrinhamento do ancião terrorista cubano. Por exemplo, tropas do Batalhão Pedro Nel Ospina capturaram em 1993 o terrorista Jorge Buitrago Ramírez, cognome “Saúl”, fundador da quadrilha “Carlos Alirio Buitrago”. Este criminoso confessou que acabava de regressar de Cuba, onde esteve dois anos fazendo um curso de sindicalismo e organização de comitês de defesa popular da revolução. 
 
      Nos computadores de Raúl Reyes está muito claro que vários bandidos das FARC vivem em Cuba, e que os embaixadores da Nicarágua e outros países com governantes peões de Fidel, creditados em Havana, têm se dedicado a procurar por todos os meios a legitimação das FARC, para dar embaixadas aos terroristas e apoiar a eventual ofensiva final contra o Estado colombiano, em um projeto que lhes permita realizar o velho sonho castrista de ver toda a América Latina afundada na miséria, na pobreza, na ignomínia e no estilo ditatorial cubano.
 
      Surpreende o silêncio dos partidos políticos, da imprensa, das universidades e, em geral, dos que têm capacidade de gerar opinião. Enquanto isso, milhares de soldados, camponeses e familiares destas vítimas suportam esta bofetada do linguarudo vice-presidente comunista, que em permanente campanha presidencial pessoal desconhece o padecimento dos que perderam seus entes queridos em arteiras emboscadas do ELN, das FARC ou do M-19, ou dos soldados sem pernas, ou dos policiais massacrados em cruentos ataques a populações.
 
Ou de um estudante de escassos recursos que em 1992 obteve uma bolsa da ECOPETROL para estudar na universidade, e na mesma noite em que recebia o prêmio terminou inválido, devido a uma bomba que redes urbanas do ELN em Bogotá, pertencentes ao grupo que Fidel Castro apadrinha e a quem o estulto vice-presidente chama de “amigo da paz na Colômbia”, explodiram.
 
E esses mesmos bandidos foram os que explodiram o poliduto na vila de Fraguas-Antioquia, mais conhecida como Machuca, onde morreram dezenas de pessoas. Isso sem contar com o massacre que o M-19 fez no Palácio da Justiça, ou os inumeráveis crimes das FARC... Todos eles amigos de Fidel Castro que, segundo Garzón, é “amigo da paz na Colômbia”.
 
A única explicação válida para ver e conceber a paz desde esta óptica, é que esse turvo delineamento coincide plenamente com os postulados do Partido Comunista Colombiano e seu braço armado, as FARC, segundo os quais, a única paz possível na Colômbia é quando as FARC sejam governo. E essa é exatamente a paz em que está comprometido o tirano cubano Fidel Castro frente à Colômbia. O que dirá Santos a respeito?
 
Coronel Luis Alberto Villamarín Pulido
 Analista de assuntos estratégicos -